quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

A Ultima Poesia - Alison Santini


A Ultima Poesia



Fúria em mim,
Não existe, sou eu
Não sinto, sou o medo
Sou a luz que apaga
Sou o ultimo suspiro meu.
Se contigo não posso ser feliz
Juro unir-me com a sua dor.
Sou a escuridão que invade
E engole sua alma,
De noite...

Quando o dia parece que não vai voltar
Que essa tormenta não vai passar
Você bebe seu vinho
Como bebesse meu sangue
Por isso sangro o meu pulso
E por impulso morro.

Vê em meus olhos
A agonia langue
Extinguindo-me a vida...
Agora sei de onde vem
Este sentimento de morte
Sinto-me como se tivesse
Sido enterrado vivo.
O motivo de tanto amargor
É este sentimento que chamam, amor.
E a rosa pálida
Desvanece o sentido
Da alma contida.
Dor que brota nos olhos
Sinto arraigar-se no intimo
Trepadeira, que abraça meu coração
E eu, fui enterrado vivo?

Por toda a minha vida
Eu procurei alguém a quem amar.
E a cada lágrima caída
Sinto lânguida a partida
Nos meus olhos o fim...

Ai de mim!
Que por entre os braços
Só o vazio abraço,
O mundo acaba em mim
Nada me faz sofrer
Eu sou o meu sofrimento.
Nada me faz querer!

De novo vem o sol...
Nenhuma aresta me faz respirar
Nenhuma lembrança me sorri
Nada me faz querer...



Ah!
Abandonado
Jaz aqui aquele que de amor
Você deixou morrer.


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