terça-feira, 22 de novembro de 2011

Frieza- Alison Santini Poesia


Quero esfriar!
Congelar o meu coração
Não quero mais, amar,
Nunca mais...
Mas, quero sentir ciúmes da solidão
E calar a dor, os ais
Que me aprisiona nesta imensidão.
Nunca mais quero sentir
O toque da pele,
Nem a maciez das mãos
Amar sem consentir...
Não quero mais brincar de sexo
Nem cometer besteiras
E meter na poesia palavras sem nexo.
Meus sonhos morreram no seu umbigo
Minha inocência morreu no cemitério,
Dos teus desejos.
Não quero mais sentir emoção
Sorrisos para pura comoção...
Não quero mais morrer,
Nos braços, nos lábios,
Nem nos sonhos, de amor.
Deste amor,
Quero correr, e sentir
O quanto é triste esquecer.
Quero ser livre, voar
Quero ser imune ao amor,
E não ouvi-lo entoar
Anunciar, que a paixão chegou.
Paixão, desgraça que arraiga!
Ou dádiva que floresce?
Amor, sentimento real
Ou doença que enlouquece?
De tudo, de tanta incerteza
Meu coração se perde
Torna-se escravo
No teu olhar,
Do teu beijo,
 Na tua frieza!

22/11/2011
Alison Santini



sábado, 19 de fevereiro de 2011

Um Anjo Uma Rosa-Do Meu Livro, Alison Santini

Um anjo, Uma rosa



Tu. Tu tens o corpo mais lúcido,
Entre duques e duquesas
Entre nobres e nobrezas
Tu tens, o meu, o teu fruto mais cobiçado,
A inocência mais inocente
Os lábios mais quentes
De todos os quatros cantos do mundo
Tu tens a ira em ti, a que preciso em mim.
Beijaria teus pés por meu idílio
Faria teu fruto içar-se por minha tragédia
Nas idas e vindas do meu teatro
O fogo que peço que me queime
Por eras e eternidades
Que me faça de tudo
Tornar-me senhor do tempo que me teme
Da ira, o senhor da beldade,
Que guardas em teu vão
A bela, a realidade,
A sublime rosa negra
O fruto da minha fantasia.
Tu tens as pétalas que homenageio
Todas as noites,
Qual rotina eu não quebro por amantes
Tu tens a natureza que preciso respirar
A canção para meu coração abrandar
Tu me da até autodomínio
Para não mudar o tempo
Para não findar os ventos
A fim de escravizar-te para mim.
Tu tens a lira e o lirismo
Tu tens os passos
Que marcaram a margem do mar
Na hora em que o sol se escondia
Para recebermos a noite
Com o seu mais belo vestido de gala
Tecido bordado com brilhos e brilhantes
E tu não tão diferente
Tens a rosa negra, em teu corpo branco
Que expele dentre as pétalas
As mais belas pérolas
Em que meu corpo deseja sentir em mim
A flor que não murcha
Os espinhos que não ferem
A brisa que não seca
Quando minhas noites se repetem
E eu só sei sentir
O momento que te projeto para mim
Onde príncipes e princesas
Invejam nossa consagração
Entre o eterno e a eternidade
Entre o feto e a sua idade
Onde poetas, trovadores, rainhas,
Profetas, leis e reis,
Suicidar-se-iam ao sentir
Uma pequena parcela
Do amor que lateja que arde em mim
Por mim, por ti, por nós,
Pelos nós, por teu corpo, pelo fruto,
Pela rosa negra sangrenta.
Ah! Tu tens o segredo
Do desejo concebido em mim
Tu tens o olhar que esmiuçaria
A bela rosa azul, e todo seu vigor,
Por vingança por meu amor
Por poder e por rancor
Tu tens o fruto,
O fruto que desafia todas as leis da natureza
Da gravidade, da física
Quando te saboreio na minha carência
Em que me pergunto
Em quantas noites das noites já existidas,
Houve uma noite tão bela
Que marcou a eternidade
Em que beijei teus lábios
E senti em minha mão, ela,
A mais bela maravilha do mundo
A rosa negra, o fruto.
E por seis badaladas
Observei-te dormir
Sem minha honra transgredir
Não eras tu donzela, nem Julieta,
Nem eu! Eu não fui Romeu
Escondi minha face
Não deixei aparecer a tua natureza
Não preciso me lembrar do nome meu
Nem tu da tua face
Nem precisamos nos lembrar do tempo
Este que nos consome em todos os momentos
Não digas não, a este amor que é teu,
Não recordes do cristal que se derreteu
Não se castigue por teus sentimentos
Este quando me repudia...
Repudie-me o quanto quiser
Mas nunca me ame
Pois o meu amor é constante
E pujante para os fracos
E tu não suportarias este meu amor...
Ama-me o quanto quiser
Eu espero...
Pois tu tens o relógio
Que prova que já passou da hora.
Traga-me o fruto, o prestigio,
Em que eu mereço ter agora
Nessa noite escassa de beleza
Se não estás por perto
Se a lua não tem a tua face
A face que alimenta minha alma
E o fruto que me acalma
Revela-me em que porto, tu repousas,
Que irei buscar-te
Para que tu repouses comigo
Em meu, em teu desejo
Se é que tens este desejo
Ao qual desejo unir nossos corpos
E fazer dos teus pés
Os pés mais beijados, dentre todos os contos.
No tempo em que eu hei de lhe conquistar
Sem medo lhe direi
Entregarei tudo o que tenho
Para sentir eternamente o fruto
Sem ter medo da fome, do frio
Nem da chuva, nem do tempo...
Não esqueças nunca
Que serei eu, o senhor do tempo.
Quando a ti eu tiver em meus braços
E tu, trarás contigo
Todo o alimento, o calor
Do tempo bom, e o tempo...
Este tempo, sei que consigo
Parar para estar eternamente contigo.
Por que não pertence a ninguém
O desejo, o apego e o afago,
Que eu sinto por ti.
Deveras te digo hoje
Tu tens o fruto proibido
Que conservas em teu paraíso
Escondendo de deuses e dragões
De lobos e leões...
E eu tenho em mim
O desejo de desvendar este mistério
Que usa o tempo como enigma
E o enigma vive em mim
Até que eu descubra as palavras certas
Que conduzirá tudo ao meu favor
E eu direi: “Mostra-te paraíso”.
E tu como prêmio
O guardião da rosa
Me entregará o fruto proibido
Que me fará imortal
Por marcar o tempo e a eternidade
No canto e na poesia.
Toda a glória do teu sabor
Abrasará meu coração distorcendo a cor
No momento em que eu me sentir
O grande e o pequenino
Por ter chegado aos céus
No momento em que eu cheguei ao limite
Do nosso único desejo.
Por ti, por mim, por nós.
Pelos nós do teu corpo, pelo fruto.
Pela rosa negra sangrenta!



Do meu livro: Não Importa a Dor... Os Anjos Também Choram Quando se Fala de Amor



Os Sonetos de Santini- Deixa Ser 2007



Diário de Jacareí - Alison Santini Sobre o Livro



quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

A Ultima Poesia - Alison Santini


A Ultima Poesia



Fúria em mim,
Não existe, sou eu
Não sinto, sou o medo
Sou a luz que apaga
Sou o ultimo suspiro meu.
Se contigo não posso ser feliz
Juro unir-me com a sua dor.
Sou a escuridão que invade
E engole sua alma,
De noite...

Quando o dia parece que não vai voltar
Que essa tormenta não vai passar
Você bebe seu vinho
Como bebesse meu sangue
Por isso sangro o meu pulso
E por impulso morro.

Vê em meus olhos
A agonia langue
Extinguindo-me a vida...
Agora sei de onde vem
Este sentimento de morte
Sinto-me como se tivesse
Sido enterrado vivo.
O motivo de tanto amargor
É este sentimento que chamam, amor.
E a rosa pálida
Desvanece o sentido
Da alma contida.
Dor que brota nos olhos
Sinto arraigar-se no intimo
Trepadeira, que abraça meu coração
E eu, fui enterrado vivo?

Por toda a minha vida
Eu procurei alguém a quem amar.
E a cada lágrima caída
Sinto lânguida a partida
Nos meus olhos o fim...

Ai de mim!
Que por entre os braços
Só o vazio abraço,
O mundo acaba em mim
Nada me faz sofrer
Eu sou o meu sofrimento.
Nada me faz querer!

De novo vem o sol...
Nenhuma aresta me faz respirar
Nenhuma lembrança me sorri
Nada me faz querer...



Ah!
Abandonado
Jaz aqui aquele que de amor
Você deixou morrer.