domingo, 11 de julho de 2010

De Alison Santini- Belo Feio Feio Belo

Belo feio
Feio belo

Há a beleza divina
Dos olhos meigos
Nas águas cristalinas.
Há o belo no feio
O feio no belo,
O feio que um dia foi belo
No belo que um dia foi feio.
Tudo se equilibra
Tudo é meio termo.
Há a juventude no velho
O velho na juventude
A tolice no sábio
O sábio na tolice
Yin-yang na vida
Yang-yin na morte.
Há a beleza na dor
Há a feiúra no sorriso
A verdade na mentira
A mentira na verdade.
Não existe certo ou errado.
Erramos achando ser certos
Acertamos achando ser errado
Dialético ou não
Nenhuma paixão ou amor
É em vão.
A feiúra se esconde
No coração que é podre
A beleza se esconde
No coração que dá frutos.
O corpo envelhece
A alma e o coração não,
Quando o ser é puro amor.

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