quarta-feira, 17 de março de 2010

De Alison Santini - Anjo Perfeito [Dedicada]



Anjo Perfeito



Eis a arte e seu artista
Por sua vez
Eis o artista e sua arte
Eis o poeta
Em busca da sua inspiração
E eis a inspiração em busca do seu poeta.
Eis a tragédia em sua tez
Eis o duelo dos destinos
Dos destinos dois corações
Lançados ao vento, a sorte
Nos olhos negros do anjo perfeito!

Vês estes traços,
Que desenha os lábios
Lês os segredos dos cílios,
Sentes a proteção nos teus braços?

Sorriso, sonho terno
Desse sonho,
Que de branco não escassa
Mas traz o medo do inferno
A dor aos poucos se adelgaça
Para que o vale dos suicidas
Floresça de incertezas
Do sonho eterno.

Que poeta dentre os poetas
Tem o dom de enxergar
O ímpeto triz do teu olhar?

Tu és do puro amor,
Nenhum sonho é mais real
Nenhuma realidade é mais surreal
Nada mais causa temor
Dos ventos que não findam
Das lágrimas que faz cingir
As dores que não sabem fingir...

As cores desse portal
Desiludido do tempo
Do tempo que se perde
Na eternidade da ignorância
A fonte dos desejos
E das paixões
Derretem-se nos olhos
Para quem não sabe olhar
Apenas...



Apenas olhar
Estes olhos sonhados
Ou banhados da noite.
Apenas olhar...

Olhar
A fonte e sentir
Da fonte o gosto do beijo
Do beijo o vicio
Da paixão que virou amor
Do que virou amor
Sentir a eternidade partindo
Partindo
Num piscar de olhos...
Nos olhos do anjo perfeito.

Alison Santini


terça-feira, 16 de março de 2010

Os Sonetos de Santini-Deixa Ser 2007


Este foi o meu segundo soneto a ser premiado num concurso de Jacaréi, "2º Festival de Sonetos - Chave de Ouro" e novamente, um dos meus sonetos foi premiado.

Deixa ser

Deixa-me ir, leve, deixa-me ir, solto.
Deixa-me ficar perverso e brando...
Fixa em mim, seus, os lábios soluçando.
Fixa em mim, onde o teu é envolto...

Deixa ser eu, os dois rios revezando.
Deixa estar a minha alma chorando
Por este meu idílio que morreu de dor,
Igual o tal rouxinol morreu por amor...

Deixa ser eu, o vulto que procuras.
Deixa ser só nós dois, pra sempre, duas luas,
Bendizendo o amor no vazio do céu...

Eu sei, não há duas luas, nós não somos dois.
Seja o teu corpo sobre o meu, meu véu...
Deixa ser eu, tão amado como vós sois...
 
Alison Santini

Os Sonetos de Santini - Caduco 2006


Este foi o meu primeiro soneto, escrito para participar de um concurso aqui em Jacaréi, chamado "1º Festival de Sonetos - Chave de Ouro" e o meu soneto foi um dos escolhidos.



Caduco

Não me caduque, mais do que caduco estou.
Não me machuque, mais do que machucado sou.
Não me rasure, mais que confuso vou.
Não me pergunte, mais que explicado sou.

Não me repreenda, mais do que repreendido fui.
Não me amaldiçoe, com palavras que flui.
Não me mate com aquilo que me constitui.
Não me provoque com o que te influi.

Não me destrua, por mais que eu me restitui.
Não me influencie, por mais que eu te influi.
Não me esquece, mais do que esquecido fui.

Não me mande, mais que eu digo que vou.
Não me entristece, mais que entristecido estou.
Não me abandone, mais que abandonado sou.
Alison Santini

De Alison Santini - Anjos das Noites Sombrias

A poesia a seguir faz parte do meu livro "Não importa a dor..." foi a segunda poesia a ser publicada no jornal "O Grito" no mês de maio de 2007, gosto tanto que a inclui no livro...

Anjos das Noites Sombrias

A lua olha lá de cima
Um anjo da noite se aproxima
A próxima vitima...
Alguém que anda na solidão...
Presa fácil!
Nas praças se encontram
No pátio dos trilhos esperam...
Talvez o trem que não chega.
O trem da meia noite,
Já passou pela manhã...
Estava este atrasado.
Anjos das noites sombrias
O que esperas da vida?
A verdade ou a mentira?
Anjos calados
Noites sombrias.
Na calada da noite
Um beijo, um açoite.
Cabelos acinzentados,
Na mente, Rock n’ roll.
Um maço, dois maços, em vão,
Faz da mentira um irmão.
De que o tempo passa,
E que nascer...
É uma trapaça corroída...
O dia não mais existe
A noite não mais chega.
Quando se pensa,
Em escolher entre
Viver ou morrer...
Alison Santini

De Alison Santini - Não há Destino;

Esta foi a primeira das minhas poesias a ser publicada em um jornal...
O jornal cultural "O Grito" a publicou, em 5 de fevereiro de 2007, sendo um marco para mim...

Não há Destino

As pessoas crêem em um destino
Um destino escrito
Não há destino escrito
Mas sim percorrido.
A cena do mundo muda
Mas a vida não!
E os mesmos erros são cometidos
Há um destino percorrido pela vida
Onde somos a água de um rio a fluir
E fluímos para o mesmo mar!
A vida age, o corpo e a alma reagem.
Para cumprir seu ciclo!
Nada escrito, nada repetido.
Mas sim o obscuro e o oculto,
Faz o não vivido,
Uma base a se especular!
Onde a incerteza da vida após a morte
Deixa-nos por conta,
A tirar conclusões próprias.
Se você quer mudar o mundo
Mude a si mesmo primeiro
Mate a fome que te mata
Seja a cura daquilo que lhe corrói
E pense:
“Eu posso mudar o mundo,
Com a ajuda do mundo!
A vida não é um enigma,
Eu sou o enigma da vida”.
Alison Santini

Sobre Alison Santini - Uma auto biografia;

Olá leitores;

Chamo-me, Alison dos Santos Silva, adotado o pseudônimo de Alison Santini, assim que
sou conhecido. Nasci, em 5 de Janeiro de 1988, moro em Jacareí, estado de São Paulo. Participei por três anos de um concurso de sonetos na minha cidade que se chama: "Festival de Sonetos-Chave de Ouro", da Academia Jacarehyense de Letras. Onde Três sonetos meus foram publicados um a cada ano, sendo eles “Caduco” em 2006, “Deixa Ser” em 2007 e “Demasia”, em 2010. Foram publicadas duas poesias de minha autoria, no jornal O Grito, do município de São José dos Campos. No entanto, venho buscando publicar minhas poesias em livros, mesmo já tendo lançado o primeiro livro, tenho outros projetos já prontos, á espera de uma publicação independente, com exemplares a pronta entrega. Por isso não tenho pressa em publicar números de livros, aqui no clube, pois a graça do escritor é ter sua noite de lançamento e de autógrafos. A maior emoção é ver seus sonhos impressos, imortalizados. Em publicação, o jornal “O Grito”, abriu as portas para meus sonhos, quando pela primeira vez, publicou uma das minhas poesias em seu jornal. Em seguida, a “Academia Jacarehyense de Letras”, agraciou-me com uma de minhas poesias em livro. E em seguida o “Clube de Autores”, deu-me a oportunidade de ter meu livro lançado, sendo assim, dando asas a emoção, a poesia que corre em minhas veias, podendo assim homenagear os amores da minha vida.


Alison Santini